Cards das figuras · 1 de 2

Os sinais aparecem em dois níveis

Tela 4, Sinais de adoecimento relacionado ao trabalho: Reconhecer antes que o quadro se agrave

Sinais no coletivo

No nível da equipe ou do setor, os sinais aparecem em outra escala: aumento de afastamentos curtos e repetidos, rotatividade acima do padrão histórico daquele setor, filas de pedido de transferência, conflitos interpessoais que se tornam frequentes, e queda de indicadores de qualidade concentrada num período ou numa equipe específica. Esse padrão coletivo costuma preceder o adoecimento individual mais grave, porque descreve a mesma exposição incidindo sobre várias pessoas ao mesmo tempo.

Dois níveis, e raramente de uma vez

Reconhecer não é diagnosticar: é notar, a tempo, o que pede atenção e encaminhamento. Esses sinais aparecem em dois níveis, o de quem trabalha e o do coletivo, e raramente chegam de uma vez.

Sinais em quem trabalha

Cansaço que o descanso do fim de semana não resolve mais, irritabilidade fora do padrão da pessoa, dificuldade de concentração, alterações de sono e apetite, isolamento em relação aos colegas e queda perceptível na qualidade do que antes era entregue com facilidade.

Nenhum desses sinais, isolado, prova adoecimento. Juntos, mantidos por semanas, e sem explicação por fatores alheios ao trabalho, formam um padrão que merece pergunta, não suposição.

Sinais no coletivo

Aumento de afastamentos curtos e repetidos, rotatividade acima do padrão histórico daquele setor, filas de pedido de transferência, conflitos interpessoais que se tornam frequentes, e queda de indicadores de qualidade concentrada num período ou numa equipe específica.

Esse padrão coletivo costuma preceder o adoecimento individual mais grave, porque descreve a mesma exposição incidindo sobre várias pessoas ao mesmo tempo.

Em quem trabalha e no coletivo: as duas listas de sinais, uma por cartão.
Descrição da figura

Os sinais de adoecimento relacionado ao trabalho aparecem em dois níveis. Reconhecer não é diagnosticar: é notar, a tempo, o que pede atenção e encaminhamento, e esses sinais aparecem no nível de quem trabalha e no do coletivo, raramente de uma vez. Sinais em quem trabalha: cansaço que o descanso do fim de semana não resolve mais, irritabilidade fora do padrão da pessoa, dificuldade de concentração, alterações de sono e apetite, isolamento em relação aos colegas e queda perceptível na qualidade do que antes era entregue com facilidade; nenhum desses sinais, isolado, prova adoecimento, mas juntos, mantidos por semanas e sem explicação por fatores alheios ao trabalho, formam um padrão que merece pergunta, não suposição. Sinais no coletivo: aumento de afastamentos curtos e repetidos, rotatividade acima do padrão histórico daquele setor, filas de pedido de transferência, conflitos interpessoais que se tornam frequentes e queda de indicadores de qualidade concentrada num período ou numa equipe específica; esse padrão coletivo costuma preceder o adoecimento individual mais grave, porque descreve a mesma exposição incidindo sobre várias pessoas ao mesmo tempo. O crachá é uma pessoa; os três crachás, o grupo.

Atenção. Sinal não é traço de personalidade.Ler esses sinais como perfil de quem "não aguenta pressão" transfere para a pessoa um problema que nasce na organização do trabalho. O sinal aponta para o risco, não para uma fraqueza de quem o sofre.

Como decidir

Olhe o desenho e leia o título e a frase embaixo dele. Se o desenho mostra o que o título diz, aprove. Se você precisou ler para entender o desenho, reprove.

O que cada parte precisa mostrar

  • Sinais em quem trabalha: Cansaço que o descanso do fim de semana não resolve mais, irritabilidade fora do padrão da pessoa, dificuldade de concentração, alterações de sono e apetite, isolamento em relação aos colegas e queda perceptível na qualidade do que antes era entregue com facilidade. Nenhum desses sinais, isolado, prova adoecimento. Juntos, mantidos por semanas, e sem explicação por fatores alheios ao trabalho, formam um padrão que merece pergunta, não suposição.
    a queda precisa aparecer completada, e o dano marcado
  • Sinais no coletivo: Aumento de afastamentos curtos e repetidos, rotatividade acima do padrão histórico daquele setor, filas de pedido de transferência, conflitos interpessoais que se tornam frequentes, e queda de indicadores de qualidade concentrada num período ou numa equipe específica. Esse padrão coletivo costuma preceder o adoecimento individual mais grave, porque descreve a mesma exposição incidindo sobre várias pessoas ao mesmo tempo.
    a queda precisa aparecer completada, e o dano marcado
Texto alternativo (o que o leitor de tela lê)

Os sinais aparecem em dois níveis

Legenda: Em quem trabalha e no coletivo: as duas listas de sinais, uma por cartão.

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O que a mesma empresa fez com o mesmo sinal, um trimestre depois

Tela 7, Exemplo prático: O que a mesma empresa fez com o mesmo sinal, um trimestre depois

O sinal foi o mesmo nos dois trimestres, e apareceu pelos mesmos canais. O que decide o desfecho é o que a organização faz com ele: quem registra, para onde vai o registro, e se ele chega a alguém com mandato para mudar o que produziu o padrão.

O mesmo sinal, pelos mesmos canais

Na última semana do mês o volume dobra, a jornada estica, e cada analista responde por uma meta individual de lançamentos conferidos que não muda quando o volume muda. A rotatividade triplica, os atestados curtos se acumulam e três coordenadores relatam, cada um separadamente, que "o pessoal está mais estourado que o normal".

O primeiro trimestre: uma palestra de gestão do tempo

Três analistas cansados assistem, em fila, à palestra: o diretor aponta o relógio na tela, e a pilha de atestados fica sobre a mesa ao lado.

A diretoria lê o padrão como problema de perfil da turma contratada em janeiro e decide investir em uma palestra de gestão do tempo.

O segundo trimestre: dois registros, dois destinos

A coordenadora entrega o envelope fechado ao médico e a folha com o gráfico à técnica de segurança: registra os atestados e a rotatividade no levantamento de riscos, sem apontar nomes, e encaminha, por via reservada e sem passar pela diretoria, os relatos de duas analistas que procuraram apoio ao médico responsável pelo PCMSO.

O que decide o desfecho é o que a organização faz com o sinal

O sinal foi o mesmo nos dois trimestres, e apareceu pelos mesmos canais. O que decide o desfecho é o que a organização faz com ele: quem registra, para onde vai o registro, e se ele chega a alguém com mandato para mudar o que produziu o padrão.

O mesmo escritório: a palestra diante da tela com o relógio, ou o envelope para o médico e o gráfico para a segurança do trabalho.
Descrição da figura

Dois quadros do mesmo escritório do centro de serviços financeiros, com as mesmas mesas e monitores ao fundo e a mesma tela de apresentação num pedestal à direita. Nenhuma palavra escrita. No primeiro, o primeiro trimestre, na equipe de fechamento: três analistas sentados em fila, curvados e cansados, um com a mão no rosto, assistem a uma palestra; o diretor, de paletó, aponta com uma varinha para a tela, que mostra só um relógio grande, a palestra de gestão do tempo; sobre a mesa ao lado, ignorada, uma pilha de atestados com uma cruz. No segundo, o segundo trimestre, na equipe de conciliação ao lado: três analistas trabalham nas mesas do fundo, a tela está apagada, e a coordenadora, de blazer, no centro, faz duas entregas a duas pessoas diferentes: com uma mão, um envelope fechado a um médico de jaleco e estetoscópio; com a outra, uma folha com um gráfico de barras a uma técnica de segurança do trabalho, de crachá pendurado. O que muda entre os quadros é quem decide e o destino que o sinal recebe: o lugar é o mesmo, e a pessoa que decide não é. Fechando a figura: o sinal foi o mesmo nos dois trimestres, e apareceu pelos mesmos canais; o que decide o desfecho é o que a organização faz com ele: quem registra, para onde vai o registro, e se ele chega a alguém com mandato para mudar o que produziu o padrão. Os títulos na figura: o cabeçalho "O mesmo sinal, pelos mesmos canais"; os dois quadros, "O primeiro trimestre: uma palestra de gestão do tempo" e "O segundo trimestre: dois registros, dois destinos"; a faixa "O que decide o desfecho é o que a organização faz com o sinal".

Como decidir

Olhe o desenho e leia o título e a frase embaixo dele. Se o desenho mostra o que o título diz, aprove. Se você precisou ler para entender o desenho, reprove.

O que cada parte precisa mostrar

  • O primeiro trimestre: uma palestra de gestão do tempo: Três analistas cansados assistem, em fila, à palestra: o diretor aponta o relógio na tela, e a pilha de atestados fica sobre a mesa ao lado. A diretoria lê o padrão como problema de perfil da turma contratada em janeiro e decide investir em uma palestra de gestão do tempo.
  • O segundo trimestre: dois registros, dois destinos: A coordenadora entrega o envelope fechado ao médico e a folha com o gráfico à técnica de segurança: registra os atestados e a rotatividade no levantamento de riscos, sem apontar nomes, e encaminha, por via reservada e sem passar pela diretoria, os relatos de duas analistas que procuraram apoio ao médico responsável pelo PCMSO.
    apoio exige ponto de contato visível no desenho
    se a frase diz fechado, o desenho não pode mostrar vazamento
Texto alternativo (o que o leitor de tela lê)

O que a mesma empresa fez com o mesmo sinal, um trimestre depois

Legenda: O mesmo escritório: a palestra diante da tela com o relógio, ou o envelope para o médico e o gráfico para a segurança do trabalho.

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Aula · 10 telas, no desktop e no celular

As telas da aula

Desktop · 1280 pxMarcando · toque no defeito na tela do desktop
Celular · 375 pxMarcando · toque no defeito dentro do celular
Abrir em tela cheia
As 10 telas, pelo nome do Sumário
  1. Capa
  2. Boas-vindas
  3. Conceito
  4. Sinais de adoecimento relacionado ao trabalho
  5. Encaminhamento: o que fazer e a quem recorrer
  6. Promoção da saúde e qualidade de vida no trabalho
  7. Exemplo prático
  8. Pontos de atenção
  9. O que eu aprendi
  10. Referências

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