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Os cinco aspectos das condições de trabalho, segundo a NR-17

Tela 3, Conceito: Ambiente organizacional: os fatores que dá para observar

Repare no que o objetivo da NR-17 descarta. A ergonomia, como campo, adapta a tarefa às características de quem a executa, e não o inverso: nada ali autoriza escolher quem aguenta o posto como ele está e seguir em frente. É essa lógica que o item 17.1.1 formaliza em norma, e é ela que sustenta a relação entre ergonomia e qualidade de vida que este tema desenvolve.

Adaptar as condições de trabalho ao trabalhador, e não o contrário

O objetivo da NR-17, no item 17.1.1, é estabelecer diretrizes e requisitos que permitam adaptar as condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. O item seguinte, 17.1.1.1, diz o que entra nessa conta.

Levantamento, transporte e descarga de materiais

Mobiliário dos postos de trabalho

Trabalho com máquinas, equipamentos e ferramentas manuais

Condições de conforto no ambiente de trabalho

Organização do trabalho

O físico e o organizacional lado a lado

São cinco aspectos, e o que interessa nessa lista é que ela põe o físico e o organizacional lado a lado, sem tratar nenhum dos dois como pano de fundo do outro.

Destes cinco, você vai percorrer três ao longo do tema: o mobiliário dos postos de trabalho, as condições de conforto no ambiente e a organização do trabalho, que é onde o desgaste costuma se esconder.

Os cinco aspectos do item 17.1.1.1 da NR-17, um por cartão.
Descrição da figura

Os cinco aspectos das condições de trabalho, segundo a NR-17. O objetivo da norma, no item 17.1.1, é estabelecer diretrizes e requisitos que permitam adaptar as condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, ou seja, adaptar as condições ao trabalhador e não o contrário. O item 17.1.1.1 diz o que entra nessa conta, e a figura mostra os cinco aspectos, um por cartão: o levantamento, transporte e descarga de materiais; o mobiliário dos postos de trabalho; o trabalho com máquinas, equipamentos e ferramentas manuais; as condições de conforto no ambiente de trabalho; e a própria organização do trabalho. A faixa registra o que interessa nessa lista: ela põe o físico e o organizacional lado a lado, sem tratar nenhum dos dois como pano de fundo do outro. A nota diz quais três o tema percorre: o mobiliário dos postos de trabalho, as condições de conforto no ambiente e a organização do trabalho, que é onde o desgaste costuma se esconder.

Qualidade de vida no trabalho: para além da expressão

"Qualidade de vida no trabalho" é expressão que aparece com frequência em campanha interna, e por isso corre o risco de virar decoração, usada para descrever qualquer iniciativa da empresa sem apontar o que de fato mudou.

Neste tema, qualidade de vida no trabalho tem um uso mais estreito e mais útil: é o efeito observável, sobre quem trabalha, da combinação entre as condições físicas do posto, a organização do trabalho e a margem de autonomia disponível. Não é o discurso da empresa sobre si mesma, é o que sobra, no corpo e na rotina do trabalhador, depois de somar esses fatores.

Como decidir

Olhe o desenho e leia o título e a frase embaixo dele. Se o desenho mostra o que o título diz, aprove. Se você precisou ler para entender o desenho, reprove.

O que cada parte precisa mostrar

  • Levantamento, transporte e descarga de materiais
  • Mobiliário dos postos de trabalho
  • Trabalho com máquinas, equipamentos e ferramentas manuais
  • Condições de conforto no ambiente de trabalho
  • Organização do trabalho
Texto alternativo (o que o leitor de tela lê)

Os cinco aspectos das condições de trabalho, segundo a NR-17

Legenda: Os cinco aspectos do item 17.1.1.1 da NR-17, um por cartão.

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Duas equipes, o mesmo pico, duas respostas

Tela 7, Exemplo prático: Duas equipes, o mesmo pico, duas respostas

A diferença entre as duas empresas não está na boa vontade, as duas responderam ao mesmo problema. Está em qual delas tratou o desgaste como fator da organização do trabalho, sujeito a mudança estrutural, e qual tratou como algo que se administra à margem da rotina, sem tocar nela.

O volume triplica, a meta não muda

Duas equipes de atendimento ao cliente enfrentam o mesmo pico sazonal: o volume de chamados triplica em dezembro, e a meta individual de atendimentos por hora não muda.

A empresa A: a mesma escala, a mesma meta, um alongamento no almoço

Sozinha na fileira de mesas, com três telefones tocando ao mesmo tempo e a pilha de chamados acima da cabeça: a escala não muda, o número de atendentes não muda, a meta não muda. O alongamento semanal que a empresa A ofereceu aconteceu no refeitório, durante o horário de almoço, fora da jornada remunerada.

A empresa B: temporários na escala, pausas mantidas, meta revista

A mesma atendente, agora com um telefone só e a pilha pequena, e as duas mesas vizinhas ocupadas pelos temporários que a empresa B contratou para reforçar a escala; fora do quadro, a empresa manteve as pausas de recuperação do item 17.4.3.1 da NR-17 e reduziu a meta individual proporcionalmente ao aumento do volume por atendente. As três mudam o ritmo de trabalho, a exigência de tempo e a carga por atendente: o fator, e não o efeito dele.

Fator da organização do trabalho, ou algo que se administra à margem da rotina

A diferença entre as duas empresas não está na boa vontade, as duas responderam ao mesmo problema. Está em qual delas tratou o desgaste como fator da organização do trabalho, sujeito a mudança estrutural, e qual tratou como algo que se administra à margem da rotina, sem tocar nela.

A mesma atendente, a mesma sala: sozinha com três telefones tocando, ou com a escala reforçada e a pilha pequena.
Descrição da figura

Dois quadros da mesma central de atendimento ao cliente, com a mesma fileira de três mesas com monitor, o mesmo relógio na parede e a mesma atendente na mesa do meio, de cabelo preso, fone com microfone e blusa azul. Nenhuma palavra escrita. No primeiro, a empresa A: ela está sozinha, curvada sobre a mesa com a mão na testa, três telefones tocam ao mesmo tempo na mesa dela, uma pilha de chamados mais alta do que a cabeça se inclina ao lado do monitor, e as duas mesas vizinhas estão vazias, com as cadeiras encostadas. No segundo, a empresa B: a mesma atendente está sentada ereta e tranquila, com um telefone só, em silêncio, e uma pilha pequena de chamados; as duas mesas vizinhas estão ocupadas por dois atendentes a mais, de fone, trabalhando com calma, cada um com o seu telefone. O que muda entre os quadros é a escala reforçada e o que sobra para cada pessoa. Fechando a figura: a diferença entre as duas empresas não está na boa vontade, as duas responderam ao mesmo problema; está em qual delas tratou o desgaste como fator da organização do trabalho, sujeito a mudança estrutural, e qual tratou como algo que se administra à margem da rotina, sem tocar nela. Os títulos na figura: o cabeçalho "O volume triplica, a meta não muda"; os dois quadros, "A empresa A: a mesma escala, a mesma meta, um alongamento no almoço" e "A empresa B: temporários na escala, pausas mantidas, meta revista"; a faixa "Fator da organização do trabalho, ou algo que se administra à margem da rotina".

Como decidir

Olhe o desenho e leia o título e a frase embaixo dele. Se o desenho mostra o que o título diz, aprove. Se você precisou ler para entender o desenho, reprove.

O que cada parte precisa mostrar

  • A empresa A: a mesma escala, a mesma meta, um alongamento no almoço: Sozinha na fileira de mesas, com três telefones tocando ao mesmo tempo e a pilha de chamados acima da cabeça: a escala não muda, o número de atendentes não muda, a meta não muda. O alongamento semanal que a empresa A ofereceu aconteceu no refeitório, durante o horário de almoço, fora da jornada remunerada.
  • A empresa B: temporários na escala, pausas mantidas, meta revista: A mesma atendente, agora com um telefone só e a pilha pequena, e as duas mesas vizinhas ocupadas pelos temporários que a empresa B contratou para reforçar a escala; fora do quadro, a empresa manteve as pausas de recuperação do item 17.4.3.1 da NR-17 e reduziu a meta individual proporcionalmente ao aumento do volume por atendente. As três mudam o ritmo de trabalho, a exigência de tempo e a carga por atendente: o fator, e não o efeito dele.
Texto alternativo (o que o leitor de tela lê)

Duas equipes, o mesmo pico, duas respostas

Legenda: A mesma atendente, a mesma sala: sozinha com três telefones tocando, ou com a escala reforçada e a pilha pequena.

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Aula · 9 telas, no desktop e no celular

As telas da aula

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As 9 telas, pelo nome do Sumário
  1. Capa
  2. Boas-vindas
  3. Conceito
  4. Ergonomia do posto
  5. Organização do trabalho
  6. Pontos de atenção
  7. Exemplo prático
  8. O que eu aprendi
  9. Referências

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