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Para que servem as cores, segundo a NR-26

Tela 3, Sinalização por cor: O que a NR-26 estabelece sobre sinalização por cor

Nunca sozinha, e o menos possível

Duas regras adicionais limitam o alcance da sinalização por cor. A primeira: usar cores não dispensa outras formas de prevenção de acidentes — uma tubulação pintada da cor certa não substitui uma válvula de segurança, e um piso pintado não substitui uma barreira física onde ela for necessária.

A segunda regra é de economia: o uso de cores deve ser o mais reduzido possível, evitando distração, confusão e fadiga ao trabalhador. Pintar tudo de cor viva não aumenta a segurança; dilui o sinal que interessa no meio de um ambiente cheio de cor, até que nenhuma delas chame mais atenção.

Vale registrar, por fim, que a sinalização de áreas de circulação e de armazenagem não substitui os requisitos de transporte, movimentação e armazenagem de materiais, tratados no tema 12 desta disciplina: uma faixa pintada no piso orienta quem circula, mas não corrige uma pilha malfeita nem uma saída de emergência obstruída.

Cores para comunicação de segurança

A norma determina que devem ser adotadas cores para comunicação de segurança nos estabelecimentos e locais de trabalho, com uma finalidade explícita: indicar e advertir acerca dos perigos e riscos existentes. Ela aponta, especificamente, quatro usos para essas cores.

Identificar equipamentos de segurança

Uma cor aplicada num equipamento de segurança.

Delimitar áreas

Uma faixa pintada no piso, separando a área de circulação da área de armazenagem.

Identificar tubulações empregadas para a condução de líquidos e gases

Um tubo pintado para indicar que carrega gás.

Advertir contra riscos

Uma cor de advertência numa máquina perigosa.

A cor não é da NR-26; a finalidade da cor, sim.

A norma estabelece por que e para que usar cores na sinalização de segurança; o significado específico de cada cor está em normas técnicas às quais ela remete, não no texto da NR-26.

Usar cores não dispensa outras formas de prevenção de acidentes: uma tubulação pintada da cor certa não substitui uma válvula de segurança, e um piso pintado não substitui uma barreira física onde ela for necessária.

O uso de cores deve ser o mais reduzido possível, evitando distração, confusão e fadiga ao trabalhador. Pintar tudo de cor viva não aumenta a segurança; dilui o sinal que interessa no meio de um ambiente cheio de cor.

As quatro finalidades que a norma aponta para a cor, e o limite: o significado de cada cor fica com as normas técnicas.
Descrição da figura

Para que servem as cores, segundo a NR-26. A norma determina que devem ser adotadas cores para comunicação de segurança nos estabelecimentos e locais de trabalho, com uma finalidade explícita: indicar e advertir acerca dos perigos e riscos existentes. Ela aponta quatro usos para essas cores, um por cartão, cada cartão com um pictograma do objeto que recebe a cor (o extintor, a faixa no piso, o tubo, a máquina com a faixa pintada): identificar equipamentos de segurança, como uma cor aplicada num equipamento de segurança; delimitar áreas, como uma faixa pintada no piso separando a área de circulação da área de armazenagem; identificar tubulações empregadas para a condução de líquidos e gases, como um tubo pintado para indicar que carrega gás; e advertir contra riscos, como uma cor de advertência numa máquina perigosa. A faixa registra o limite: a cor não é da NR-26, a finalidade da cor, sim — a norma estabelece por que e para que usar cores na sinalização de segurança, e o significado específico de cada cor está em normas técnicas às quais ela remete, não no texto da NR-26. Duas notas fecham: usar cores não dispensa outras formas de prevenção de acidentes, e o uso de cores deve ser o mais reduzido possível, evitando distração, confusão e fadiga ao trabalhador.

Como decidir

Olhe o desenho e leia o título e a frase embaixo dele. Se o desenho mostra o que o título diz, aprove. Se você precisou ler para entender o desenho, reprove.

O que cada parte precisa mostrar

  • Identificar equipamentos de segurança: Uma cor aplicada num equipamento de segurança.
  • Delimitar áreas: Uma faixa pintada no piso, separando a área de circulação da área de armazenagem.
  • Identificar tubulações empregadas para a condução de líquidos e gases: Um tubo pintado para indicar que carrega gás.
  • Advertir contra riscos: Uma cor de advertência numa máquina perigosa.
Texto alternativo (o que o leitor de tela lê)

Para que servem as cores, segundo a NR-26

Legenda: As quatro finalidades que a norma aponta para a cor, e o limite: o significado de cada cor fica com as normas técnicas.

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Dois almoxarifados de produtos químicos, duas respostas ao mesmo vazamento

Tela 6, Exemplo prático: Dois almoxarifados de produtos químicos, duas respostas ao mesmo vazamento

A diferença entre os dois almoxarifados não está na cor do rótulo nem no texto da ficha, que é o mesmo nos dois casos. Está em três coisas que a norma exige e que só produzem efeito juntas: rótulo correto, ficha acessível a quem precisa dela no momento em que precisa, e treinamento para interpretar as duas coisas.

Os mesmos produtos, os mesmos rótulos

Imagine dois almoxarifados de produtos químicos em empresas do mesmo porte, guardando praticamente os mesmos itens: solventes, um ácido diluído, um produto usado na limpeza industrial. Certa manhã, uma embalagem de ácido racha e vaza.

O almoxarifado A: o rótulo estava lá, e ninguém sabia o que ele pedia

A funcionária que percebe o vazamento reconhece o pictograma de corrosão na embalagem, mas não sabe, na prática, o que aquele símbolo pede dela: afastar-se, isolar a área, usar determinado equipamento de proteção, ou apenas limpar com um pano, que é o que ela acaba fazendo.

O almoxarifado B: o mesmo símbolo, a ação certa

A funcionária reconhece o pictograma, sabe que aquele produto pede afastamento imediato e isolamento da área, aciona o procedimento de emergência que aprendeu, e consulta a ficha, disponível junto ao próprio almoxarifado, para confirmar o próximo passo antes de qualquer contato mais próximo.

Três coisas que só produzem efeito juntas

A diferença entre os dois almoxarifados não está na cor do rótulo nem no texto da ficha, que é o mesmo nos dois casos. Está em três coisas que a norma exige e que só produzem efeito juntas: rótulo correto, ficha acessível a quem precisa dela no momento em que precisa, e treinamento para interpretar as duas coisas.

O mesmo vazamento, a mesma funcionária: o pano e o rosto perto da poça, ou o cone, a distância e a ficha na mão.
Descrição da figura

Dois quadros de dois almoxarifados de produtos químicos desenhados como o mesmo lugar, com a mesma prateleira de bombonas e tambores ao fundo e a mesma funcionária, de cabelo preso, óculos de proteção e camisa azul. Nos dois, uma bombona azul rachada está caída no chão, com o pictograma de perigo em losango na lateral e uma poça clara escorrendo da rachadura; do bico da bombona sobem linhas de vapor. Nenhuma palavra escrita. No primeiro, o almoxarifado A: ela está agachada junto à poça, com o rosto perto do vazamento, limpando-o com um pano na mão sem luva; na parede do fundo, o porta-documentos está vazio. No segundo, o almoxarifado B: ela está em pé, afastada da poça, com o braço estendido e a palma aberta em sinal de afastamento; entre ela e a poça há um cone de isolamento, e na outra mão ela segura a ficha com dados de segurança, tirada do porta-documentos da parede, que agora está cheio. O que muda entre os quadros é o que ela faz e o que está ao alcance dela: a ficha e o cone. Fechando a figura: a diferença entre os dois almoxarifados não está na cor do rótulo nem no texto da ficha, que é o mesmo nos dois casos; está em três coisas que a norma exige e que só produzem efeito juntas: rótulo correto, ficha acessível a quem precisa dela no momento em que precisa, e treinamento para interpretar as duas coisas. Os títulos na figura: o cabeçalho "Os mesmos produtos, os mesmos rótulos"; os dois quadros, "O almoxarifado A: o rótulo estava lá, e ninguém sabia o que ele pedia" e "O almoxarifado B: o mesmo símbolo, a ação certa"; a faixa "Três coisas que só produzem efeito juntas".

Como decidir

Olhe o desenho e leia o título e a frase embaixo dele. Se o desenho mostra o que o título diz, aprove. Se você precisou ler para entender o desenho, reprove.

O que cada parte precisa mostrar

  • O almoxarifado A: o rótulo estava lá, e ninguém sabia o que ele pedia: A funcionária que percebe o vazamento reconhece o pictograma de corrosão na embalagem, mas não sabe, na prática, o que aquele símbolo pede dela: afastar-se, isolar a área, usar determinado equipamento de proteção, ou apenas limpar com um pano, que é o que ela acaba fazendo.
  • O almoxarifado B: o mesmo símbolo, a ação certa: A funcionária reconhece o pictograma, sabe que aquele produto pede afastamento imediato e isolamento da área, aciona o procedimento de emergência que aprendeu, e consulta a ficha, disponível junto ao próprio almoxarifado, para confirmar o próximo passo antes de qualquer contato mais próximo.
    o desenho precisa mostrar o instante ANTES, sem o contato acontecendo
Texto alternativo (o que o leitor de tela lê)

Dois almoxarifados de produtos químicos, duas respostas ao mesmo vazamento

Legenda: O mesmo vazamento, a mesma funcionária: o pano e o rosto perto da poça, ou o cone, a distância e a ficha na mão.

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Aula · 9 telas, no desktop e no celular

As telas da aula

Desktop · 1280 pxMarcando · toque no defeito na tela do desktop
Celular · 375 pxMarcando · toque no defeito dentro do celular
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As 9 telas, pelo nome do Sumário
  1. Capa
  2. Boas-vindas
  3. Sinalização por cor
  4. Identificação de produto químico
  5. Da norma à prática
  6. Exemplo prático
  7. Pontos de atenção
  8. O que eu aprendi
  9. Referências

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