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Da causa imediata à causa básica: o que a investigação busca

Tela 3, Conceito: Da causa imediata à causa básica: o que a investigação busca

Investigação não é inspeção.

A inspeção de segurança atua antes do evento, para encontrar risco antes que ele produza dano; a investigação atua depois, para entender por que um dano específico aconteceu. O tema 9 desta disciplina trata da inspeção.

Causas imediatas

Causa imediata é o ato inseguro ou a condição insegura presente no instante em que o acidente ocorre, e que precede diretamente o evento.

Ato inseguro

Ato inseguro é uma ação ou omissão de quem executa a tarefa, como operar um equipamento sem a proteção instalada, ignorar um procedimento estabelecido ou usar uma ferramenta para função diferente daquela para a qual foi projetada.

Condição insegura

Condição insegura é uma característica do ambiente, do equipamento ou do processo, como uma proteção retirada, um piso escorregadio não sinalizado ou uma iluminação insuficiente sobre uma tarefa de precisão.

As duas costumam aparecer juntas

As duas costumam aparecer juntas: a condição insegura cria a oportunidade, o ato inseguro a explora, e o dano acontece no cruzamento das duas.

Parar na causa imediata não é investigar

Concluir que houve "falha humana" e encerrar ali a investigação deixa intactas as condições que tornaram esse comportamento possível, e garante que o próximo trabalhador enfrente o mesmo risco.

Causas básicas

Causa básica é o fator, pessoal ou relacionado à tarefa e à gestão, que explica por que a causa imediata existia.

Fator pessoal

Fator pessoal envolve capacidade física ou mental incompatível com a exigência da tarefa, ou treinamento insuficiente para aquela atividade específica.

Fator da tarefa e da gestão

Fator da tarefa e da gestão envolve o projeto do posto de trabalho, padrões de trabalho mal definidos ou mal comunicados, manutenção deficiente de máquinas e ferramentas, ritmo de produção incompatível com o tempo necessário para trabalhar em segurança, e supervisão que não corrige o que já vinha sendo tolerado.

Repetir a pergunta até que a resposta deixe de ser sobre um indivíduo isolado

Encontrar a causa básica exige perguntar, para cada causa imediata identificada, por que essa pessoa fez o que fez ou por que essa condição estava presente, e repetir a pergunta até que a resposta deixe de ser sobre um indivíduo isolado e passe a ser sobre a organização do trabalho.

A condição insegura cria a oportunidade, o ato inseguro a explora, e o dano acontece no cruzamento das duas.
Descrição da figura

Dois blocos comparados, e a pergunta que leva de um ao outro. Causas imediatas, em cima: causa imediata é o ato inseguro ou a condição insegura presente no instante em que o acidente ocorre, e que precede diretamente o evento. Ato inseguro é uma ação ou omissão de quem executa a tarefa, como operar um equipamento sem a proteção instalada, ignorar um procedimento estabelecido ou usar uma ferramenta para função diferente daquela para a qual foi projetada. Condição insegura é uma característica do ambiente, do equipamento ou do processo, como uma proteção retirada, um piso escorregadio não sinalizado ou uma iluminação insuficiente sobre uma tarefa de precisão. E as duas costumam aparecer juntas: a condição insegura cria a oportunidade, o ato inseguro a explora, e o dano acontece no cruzamento das duas. Entre os dois blocos, a frase que impede a leitura errada: parar na causa imediata não é investigar, porque concluir que houve falha humana e encerrar ali a investigação deixa intactas as condições que tornaram esse comportamento possível, e garante que o próximo trabalhador enfrente o mesmo risco. Causas básicas, embaixo: causa básica é o fator, pessoal ou relacionado à tarefa e à gestão, que explica por que a causa imediata existia. Fator pessoal envolve capacidade física ou mental incompatível com a exigência da tarefa, ou treinamento insuficiente para aquela atividade específica. Fator da tarefa e da gestão envolve o projeto do posto de trabalho, padrões de trabalho mal definidos ou mal comunicados, manutenção deficiente de máquinas e ferramentas, ritmo de produção incompatível com o tempo necessário para trabalhar em segurança, e supervisão que não corrige o que já vinha sendo tolerado. Fechando a figura, a régua do tema: encontrar a causa básica exige perguntar, para cada causa imediata identificada, por que essa pessoa fez o que fez ou por que essa condição estava presente, e repetir a pergunta até que a resposta deixe de ser sobre um indivíduo isolado e passe a ser sobre a organização do trabalho.

O lugar da investigação ao lado da comunicação obrigatória

A investigação de um acidente não substitui, nem depende de, a comunicação obrigatória à Previdência Social: o art. 22 da Lei n. 8.213/1991 impõe à empresa o dever de emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho, com prazo e procedimento tratados no tema 7 desta disciplina.

A comunicação do acidente e a investigação acontecem lado a lado, sem uma substituir a outra: uma cumpre uma exigência legal de registro perante a Previdência Social, a outra produz o conhecimento técnico que evita a repetição do acidente dentro da organização.

Como decidir

Olhe o desenho e leia o título e a frase embaixo dele. Se o desenho mostra o que o título diz, aprove. Se você precisou ler para entender o desenho, reprove.

O que cada parte precisa mostrar

  • Ato inseguro: Ato inseguro é uma ação ou omissão de quem executa a tarefa, como operar um equipamento sem a proteção instalada, ignorar um procedimento estabelecido ou usar uma ferramenta para função diferente daquela para a qual foi projetada.
  • Condição insegura: Condição insegura é uma característica do ambiente, do equipamento ou do processo, como uma proteção retirada, um piso escorregadio não sinalizado ou uma iluminação insuficiente sobre uma tarefa de precisão.
  • Fator pessoal: Fator pessoal envolve capacidade física ou mental incompatível com a exigência da tarefa, ou treinamento insuficiente para aquela atividade específica.
  • Fator da tarefa e da gestão: Fator da tarefa e da gestão envolve o projeto do posto de trabalho, padrões de trabalho mal definidos ou mal comunicados, manutenção deficiente de máquinas e ferramentas, ritmo de produção incompatível com o tempo necessário para trabalhar em segurança, e supervisão que não corrige o que já vinha sendo tolerado.
Texto alternativo (o que o leitor de tela lê)

Da causa imediata à causa básica: o que a investigação busca

Legenda: A condição insegura cria a oportunidade, o ato inseguro a explora, e o dano acontece no cruzamento das duas.

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A mesma investigação, dois lugares onde ela pode parar

Tela 4, Método de investigação: Como conduzir a investigação, passo a passo

Atenção. Ação corretiva que só mira a causa imediata tende a se repetir.Advertir o trabalhador ou trocar uma peça resolve o sintoma do momento; sem tratar o fator da tarefa ou da gestão por trás dele, a mesma combinação volta a se formar mais adiante.

A investigação que olha para quem estava mais perto

O técnico segura a prancheta baixa e aponta o colega que presenciou o evento; atrás dos dois, a proteção da esteira aberta e fora de posição, e o cone que marca o ponto onde o acidente aconteceu.

Uma investigação que termina apontando um culpado e se cala sobre o resto do sistema de trabalho resolveu o problema errado: encontrou quem estava mais perto do dano no momento em que ele aconteceu, não o motivo pelo qual as condições para o dano existiam.

A investigação que olha para a condição que já estava lá

Ninguém aponta ninguém: os dois se voltam para o equipamento, o colega mostra a proteção fora de posição, e o técnico anota.

Condição insegura é uma característica do ambiente, do equipamento ou do processo, como uma proteção retirada, um piso escorregadio não sinalizado ou uma iluminação insuficiente sobre uma tarefa de precisão.

A pergunta começa na condição, e não para nela

Encontrar a causa básica exige perguntar, para cada causa imediata identificada, por que essa pessoa fez o que fez ou por que essa condição estava presente, e repetir a pergunta até que a resposta deixe de ser sobre um indivíduo isolado e passe a ser sobre a organização do trabalho.

Descrição da figura

Dois quadros da mesma linha de embalagem, com as mesmas duas pessoas, o mesmo equipamento e o mesmo cenário: um técnico de segurança de capacete branco e camisa azul, e o colega que presenciou o evento, de capacete branco e blusa azul-marinho, os dois de óculos de proteção e botina. Atrás deles, em linha clara, a esteira, as caixas empilhadas e o painel de comando; no chão, um cone que marca o ponto da linha onde o acidente aconteceu. Em cima da esteira, nos dois quadros, a proteção de máquina fora de posição, deixando a esteira descoberta: no primeiro, um painel de barras verticais escancarado nas dobradiças como uma porta aberta; no segundo, o painel erguido e solto sobre a esteira, sem cobri-la. Nenhum dos dois quadros tem palavra escrita. No primeiro, a investigação que olha para quem estava mais perto: o técnico segura a prancheta baixa ao lado do corpo e estende o outro braço apontando o dedo para o colega, que está de braços caídos e cabeça um pouco baixa. No segundo, a investigação que olha para a condição que já estava lá: ninguém aponta ninguém, os dois se voltam para o equipamento, o colega estende o braço na direção da proteção fora de posição e o técnico ergue a prancheta, agora com linhas anotadas, e escreve com a caneta na outra mão. O que muda entre os quadros é para onde os dois olham e o que cada um faz com as mãos: o cone, a esteira, as caixas, o painel de comando e o cenário são os mesmos nos dois, e a proteção está fora de posição nos dois. Fechando a figura: a pergunta começa na condição, e não para nela — encontrar a causa básica exige perguntar, para cada causa imediata identificada, por que essa pessoa fez o que fez ou por que essa condição estava presente, e repetir a pergunta até que a resposta deixe de ser sobre um indivíduo isolado e passe a ser sobre a organização do trabalho.

Como decidir

Olhe o desenho e leia o título e a frase embaixo dele. Se o desenho mostra o que o título diz, aprove. Se você precisou ler para entender o desenho, reprove.

O que cada parte precisa mostrar

  • A investigação que olha para quem estava mais perto: O técnico segura a prancheta baixa e aponta o colega que presenciou o evento; atrás dos dois, a proteção da esteira aberta e fora de posição, e o cone que marca o ponto onde o acidente aconteceu. Uma investigação que termina apontando um culpado e se cala sobre o resto do sistema de trabalho resolveu o problema errado: encontrou quem estava mais perto do dano no momento em que ele aconteceu, não o motivo pelo qual as condições para o dano existiam.
  • A investigação que olha para a condição que já estava lá: Ninguém aponta ninguém: os dois se voltam para o equipamento, o colega mostra a proteção fora de posição, e o técnico anota. Condição insegura é uma característica do ambiente, do equipamento ou do processo, como uma proteção retirada, um piso escorregadio não sinalizado ou uma iluminação insuficiente sobre uma tarefa de precisão.
Texto alternativo (o que o leitor de tela lê)

A mesma investigação, dois lugares onde ela pode parar

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As duas taxas: a chance de acontecer e o tamanho do estrago

Tela 5, Indicadores estatísticos: As taxas de frequência e de gravidade

Como interpretar as duas taxas juntas

As duas taxas respondem perguntas diferentes, e por isso precisam ser lidas juntas, nunca isoladamente. A taxa de frequência informa a chance de o acidente acontecer; a taxa de gravidade informa o tamanho do estrago quando ele acontece.

Uma organização pode ter taxa de frequência baixa e ainda assim conviver com um risco muito sério, se o pequeno número de acidentes que ocorre for de alta gravidade: um único evento fatal pode elevar a taxa de gravidade de um período inteiro, mesmo com poucos acidentes registrados naquele mesmo período. Por isso, reduzir a taxa de frequência sem acompanhar a taxa de gravidade pode esconder um problema real: menos acidentes, mas mais graves quando acontecem.

Taxa de frequência

Taxa de frequência é o indicador que relaciona a quantidade de acidentes com lesão ocorridos à exposição ao risco de quem trabalha, padronizada para uma base comum de um milhão de horas.

A fórmula é: TF igual ao número de acidentes com lesão multiplicado por um milhão, dividido pelas horas-homem de exposição ao risco no período, ou seja, TF = (número de acidentes com lesão × 1.000.000) ÷ HHT.

Por que expressar o resultado por milhão de horas

Expressar o resultado por milhão de horas, e não pelo número bruto de acidentes, é o que permite comparar organizações de tamanhos muito diferentes: um mesmo número de acidentes significa coisas bem distintas numa fábrica de duzentos trabalhadores e numa fábrica de dois mil.

Fixadas pela NBR 14280, e apoiadas na mesma base: as horas-homem

No Brasil, esse acompanhamento se apoia em dois indicadores fixados pela NBR 14280, a norma técnica brasileira de cadastro e classificação de acidente do trabalho: a taxa de frequência e a taxa de gravidade, ambas calculadas a partir da exposição ao risco medida em horas-homem.

HHT, horas-homem de exposição ao risco, corresponde à soma das horas efetivamente trabalhadas por todas as pessoas expostas ao risco considerado, no período em análise.

Como se calcula o HHT

Multiplica-se o número de trabalhadores pela jornada e pelo tempo efetivamente trabalhado no período, descontando afastamentos e faltas relevantes.

Taxa de gravidade

Taxa de gravidade é o indicador que relaciona, à mesma base de exposição, não a quantidade de acidentes, mas o tempo perdido por causa deles: TG = (dias perdidos + dias debitados) × 1.000.000 ÷ HHT.

Dias perdidos

Dias perdidos são os dias de afastamento efetivo do trabalhador acidentado.

Dias debitados

Dias debitados são um valor fixo que a mesma NBR 14280 atribui aos casos mais graves, como morte ou incapacidade permanente, porque o tempo de afastamento real não captura sozinho a extensão desses casos: um trabalhador que morre no acidente não tem "dias perdidos" no sentido literal, mas o evento é o mais grave que existe, e o indicador de gravidade precisa refletir isso.

As duas precisam ser lidas juntas, nunca isoladamente

As duas taxas respondem perguntas diferentes, e por isso precisam ser lidas juntas, nunca isoladamente.

A taxa de frequência informa a chance de o acidente acontecer; a taxa de gravidade informa o tamanho do estrago quando ele acontece.

Por isso, reduzir a taxa de frequência sem acompanhar a taxa de gravidade pode esconder um problema real: menos acidentes, mas mais graves quando acontecem.

As duas taxas respondem perguntas diferentes, e por isso precisam ser lidas juntas, nunca isoladamente.
Descrição da figura

Dois blocos comparados, e a base que os dois dividem. Taxa de frequência, em cima: é o indicador que relaciona a quantidade de acidentes com lesão ocorridos à exposição ao risco de quem trabalha, padronizada para uma base comum de um milhão de horas, e a fórmula é TF igual ao número de acidentes com lesão multiplicado por um milhão, dividido pelas horas-homem de exposição ao risco no período. E por que expressar o resultado por milhão de horas, e não pelo número bruto de acidentes: é o que permite comparar organizações de tamanhos muito diferentes, porque um mesmo número de acidentes significa coisas bem distintas numa fábrica de duzentos trabalhadores e numa fábrica de dois mil. Entre os dois blocos, o que os liga: as duas são fixadas pela NBR 14280 e apoiadas na mesma base, as horas-homem. No Brasil, esse acompanhamento se apoia em dois indicadores fixados pela NBR 14280, a norma técnica brasileira de cadastro e classificação de acidente do trabalho — a taxa de frequência e a taxa de gravidade, ambas calculadas a partir da exposição ao risco medida em horas-homem. E HHT, horas-homem de exposição ao risco, corresponde à soma das horas efetivamente trabalhadas por todas as pessoas expostas ao risco considerado no período em análise. E como se calcula o HHT: multiplica-se o número de trabalhadores pela jornada e pelo tempo efetivamente trabalhado no período, descontando afastamentos e faltas relevantes. Taxa de gravidade, embaixo: é o indicador que relaciona, à mesma base de exposição, não a quantidade de acidentes, mas o tempo perdido por causa deles: TG igual à soma dos dias perdidos com os dias debitados, multiplicada por um milhão e dividida pelo HHT. Dias perdidos são os dias de afastamento efetivo do trabalhador acidentado. Dias debitados são um valor fixo que a mesma NBR 14280 atribui aos casos mais graves, como morte ou incapacidade permanente, porque o tempo de afastamento real não captura sozinho a extensão desses casos: um trabalhador que morre no acidente não tem dias perdidos no sentido literal, mas o evento é o mais grave que existe, e o indicador de gravidade precisa refletir isso. Fechando a figura, a régua do tema: as duas precisam ser lidas juntas, nunca isoladamente, porque a taxa de frequência informa a chance de o acidente acontecer e a taxa de gravidade informa o tamanho do estrago quando ele acontece, e reduzir a taxa de frequência sem acompanhar a taxa de gravidade pode esconder um problema real, menos acidentes, mas mais graves quando acontecem.

Como decidir

Olhe o desenho e leia o título e a frase embaixo dele. Se o desenho mostra o que o título diz, aprove. Se você precisou ler para entender o desenho, reprove.

O que cada parte precisa mostrar

  • Por que expressar o resultado por milhão de horas: Expressar o resultado por milhão de horas, e não pelo número bruto de acidentes, é o que permite comparar organizações de tamanhos muito diferentes: um mesmo número de acidentes significa coisas bem distintas numa fábrica de duzentos trabalhadores e numa fábrica de dois mil.
  • Como se calcula o HHT: Multiplica-se o número de trabalhadores pela jornada e pelo tempo efetivamente trabalhado no período, descontando afastamentos e faltas relevantes.
  • Dias perdidos: Dias perdidos são os dias de afastamento efetivo do trabalhador acidentado.
  • Dias debitados: Dias debitados são um valor fixo que a mesma NBR 14280 atribui aos casos mais graves, como morte ou incapacidade permanente, porque o tempo de afastamento real não captura sozinho a extensão desses casos: um trabalhador que morre no acidente não tem "dias perdidos" no sentido literal, mas o evento é o mais grave que existe, e o indicador de gravidade precisa refletir isso.
Texto alternativo (o que o leitor de tela lê)

As duas taxas: a chance de acontecer e o tamanho do estrago

Legenda: As duas taxas respondem perguntas diferentes, e por isso precisam ser lidas juntas, nunca isoladamente.

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O custo do acidente: a conta que aparece e a conta que se dilui

Tela 6, Custos do acidente: Custos diretos e indiretos para a organização

Atenção. A conta visível não é a conta inteira.Medir o custo de um acidente só pelos gastos diretos subestima o impacto real na organização, porque deixa de fora exatamente a parcela mais difícil de rastrear, e geralmente maior.

Custo direto

Custo direto é o gasto imediato e identificável, associado diretamente ao acidente.

O atendimento ao acidentado

Assistência médica e hospitalar.

A indenização e o seguro

Indenizações, aumento no valor do seguro contra acidentes.

O que o acidente danificou

Reposição do equipamento ou do material danificado.

A multa administrativa

Eventuais multas administrativas.

É a parte da conta que aparece isolada

É a parte da conta que aparece isolada, com nota fiscal ou lançamento contábil específico, e por isso é também a mais fácil de apontar quando alguém pergunta "quanto custou esse acidente".

Custo indireto

Custo indireto é o gasto que decorre do acidente sem aparecer isolado numa conta própria.

A produção que não saiu

A produção perdida enquanto a linha ficou parada.

O tempo de quem não se acidentou

O tempo de outros trabalhadores dedicado a socorrer o acidentado e a colaborar com a investigação.

A substituição de quem se afastou

A contratação e o treinamento de quem substitui, temporária ou definitivamente, o trabalhador afastado.

O ritmo e o ânimo da equipe

O efeito sobre o ritmo e o ânimo da equipe que presenciou o evento.

A imagem da organização

O dano à imagem da organização diante de clientes, fornecedores e do próprio mercado de trabalho.

O custo indireto costuma superar o custo direto

É aqui que está a parte mais desconcertante da conta: o custo indireto costuma superar o custo direto, e ainda assim é o que menos aparece no orçamento formal da prevenção, exatamente por estar diluído em áreas diferentes da organização, em vez de concentrado numa única conta.

O custo indireto costuma superar o custo direto, e ainda assim é o que menos aparece no orçamento formal da prevenção.
Descrição da figura

Dois blocos comparados, com a mesma grade de cards em cada um, e a frase que inverte a expectativa entre eles. Custo direto, em cima: é o gasto imediato e identificável, associado diretamente ao acidente, e o bloco o abre em quatro. O atendimento ao acidentado: assistência médica e hospitalar. A indenização e o seguro: indenizações, aumento no valor do seguro contra acidentes. O que o acidente danificou: reposição do equipamento ou do material danificado. E a multa administrativa: eventuais multas administrativas. Entre os dois blocos, o que caracteriza essa primeira parte: é a parte da conta que aparece isolada, com nota fiscal ou lançamento contábil específico, e por isso é também a mais fácil de apontar quando alguém pergunta quanto custou esse acidente. Custo indireto, embaixo: é o gasto que decorre do acidente sem aparecer isolado numa conta própria, e o bloco o abre em cinco. A produção que não saiu: a produção perdida enquanto a linha ficou parada. O tempo de quem não se acidentou: o tempo de outros trabalhadores dedicado a socorrer o acidentado e a colaborar com a investigação. A substituição de quem se afastou: a contratação e o treinamento de quem substitui, temporária ou definitivamente, o trabalhador afastado. O efeito sobre o ritmo e o ânimo da equipe que presenciou o evento. E o dano à imagem da organização diante de clientes, fornecedores e do próprio mercado de trabalho. Fechando a figura, a parte mais desconcertante da conta: o custo indireto costuma superar o custo direto, e ainda assim é o que menos aparece no orçamento formal da prevenção, exatamente por estar diluído em áreas diferentes da organização, em vez de concentrado numa única conta.

Como decidir

Olhe o desenho e leia o título e a frase embaixo dele. Se o desenho mostra o que o título diz, aprove. Se você precisou ler para entender o desenho, reprove.

O que cada parte precisa mostrar

  • O atendimento ao acidentado: Assistência médica e hospitalar.
  • A indenização e o seguro: Indenizações, aumento no valor do seguro contra acidentes.
  • O que o acidente danificou: Reposição do equipamento ou do material danificado.
  • A multa administrativa: Eventuais multas administrativas.
  • A produção que não saiu: A produção perdida enquanto a linha ficou parada.
  • O tempo de quem não se acidentou: O tempo de outros trabalhadores dedicado a socorrer o acidentado e a colaborar com a investigação.
  • A substituição de quem se afastou: A contratação e o treinamento de quem substitui, temporária ou definitivamente, o trabalhador afastado.
  • O ritmo e o ânimo da equipe: O efeito sobre o ritmo e o ânimo da equipe que presenciou o evento.
  • A imagem da organização: O dano à imagem da organização diante de clientes, fornecedores e do próprio mercado de trabalho.
Texto alternativo (o que o leitor de tela lê)

O custo do acidente: a conta que aparece e a conta que se dilui

Legenda: O custo indireto costuma superar o custo direto, e ainda assim é o que menos aparece no orçamento formal da prevenção.

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Aula · 9 telas, no desktop e no celular

As telas da aula

Desktop · 1280 pxMarcando · toque no defeito na tela do desktop
Celular · 375 pxMarcando · toque no defeito dentro do celular
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As 9 telas, pelo nome do Sumário
  1. Capa
  2. Boas-vindas
  3. Conceito
  4. Método de investigação
  5. Indicadores estatísticos
  6. Custos do acidente
  7. Pontos de atenção
  8. O que eu aprendi
  9. Referências

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